Falar sobre projetos, expectativas e anseios de nossas vidas e nossas perspectivas é sempre mais fácil do que traçar possíveis desajustes, barreiras ou dificuldades, pois estas advêm da tentativa de acertos do nosso dia-a-dia.
Hoje, comumente, ouvimos pais falando que “filho não vêm com Manual de Instrução” e vemos as livrarias abarrotadas de livros que nos indicam “fórmulas” de como educar nossos filhos.
As teorias são muitas, algumas a favor de uma “palmadinha” na hora certa; outras, a favor do castigo ou, então, através de estímulos e gratificações que premiam a boa conduta, reforçando a ação positiva.
E agora, o que fazer? Quais dessas teorias retratam a “poção mágica de educação”?
A resposta deve ser obtida através daquilo que você, pai, mãe ou responsável, acredita ser benéfico a seu filho, segundo sua moral ou princípio familiar.
Ao escolher uma teoria que lhe dará “supostos” conselhos, veja primeiro se os mesmos vão ao encontro do que você acredita como educação. Não adianta seguir uma teoria não vivenciada em seu lar. A famosa frase “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” não funciona.
Outra dica importante é saber que o tempo em que fomos educados é muito diferente do presente do qual nossos filhos fazem parte.
Todos os pais querem o melhor para seus filhos, ninguém impõe regras e limites imaginando estar fazendo o incorreto, mas buscam incessantemente acertar. Como seria bom tirar todas as pedras e possíveis tropeços de nossos filhos; mas lembrem-se: isso é impossível!
O primeiro núcleo da criança é a família, onde irá aprender a dar os primeiros passos, falar e receber estímulos, através de ensaios, erros e acertos. Na escola, ela fará a extraordinária descoberta de dividir seu espaço com outros colegas da mesma faixa etária, explorando o ambiente, divertindo-se e aprendendo.
Desta forma, é muito importante que em casa a criança receba limites claramente definidos, pois uma educação permissiva certamente trará conflitos no convívio escolar do qual fará parte. Regras são pré-requisitos para convivência humana, e os pais têm papel importantíssimo para que seu filho obtenha sucesso e êxito em sua vida.
A educação da criança é direito constitucional e a responsabilidade de educar cabe, não só à escola, mas também aos pais, que devem oferecer exemplos verdadeiros de princípios morais e éticos da vida em sociedade.
É na comunhão de esforços da família e da escola que acontece a construção de um alicerce com bases sólidas, permeadas de amor, fazendo com que nossas crianças sintam-se felizes, seguras, sabendo usufruir de autonomia e liberdade.
Márcia Maria Pombo de Sousa Abicalaf
Psicopedagoga, coordenadora do Laboratório de Aprendizagem do Colégio Dom Bosco